top of page
Sphere on Spiral Stairs

o percurso

01

Avaliação Pedagógica: Caminhos de mudança

diario bordo avaliação 2.png

Textos Analisados 

Pinto, J. (2016)"A avaliação em educação: Da linearidade dos usos à complexidade das práticas", in: L.Amante & I.Oliveira (coords) "Avaliação das Aprendizagens: Perspetivas , contextos e práticas. Lisboa: Le@D, Universidade Aberta (3-40). https://goo.gl/IWwZc8
 

Boud, D. (2020). Retos en la reforma de la evaluación en educación superior: una mirada desde la lejanía.RELIEVE, 26(1), art. M3. http://doi.org/10.7203/relieve.26.1.17088

Imagem3.png

SOBRE REFLEXÕES PESSOAIS NO PERCURSO

FASE 1: A curadoria dos textos é parte fundamental do processo. Ao estabelecer um objetivo que será avaliado durante e após o percurso, é com base nesses materiais que o aluno estabelece a base de referência para suas reflexões e produções, ainda que fomentem a busca de material complementar.

 

FASE 2: Ao processar o texto, seja sob a forma de resumo e/ou recensão crítica, é possível selecionar e incorporar os principais conceitos. Caso o aluno tenha uma atitude mais proativa, pode aproveitar o momento para fazer pontes com as suas questões críticas e também com a sua realidade prática.

 

FASE 3: O debate entre pares permite a soma de visões complementares. Por meio dessa “revisão de pares”, estabelecida no entendimento do conteúdo, cria-se uma visão ampliada do tema e as suas aplicações. O nosso processo de estudo e cocriação foi bastante disruptivo e produtivo, pois além do uso intensivo do WhatsApp, fizemos um mural colaborativo, que pode ser acessado AQUI

 

FASE 4: O foco na construção do infográfico leva à necessidade de sumarizar o conteúdo para registo do que foi absorvido, mas também com o foco em transmiti-lo para os colegas.  Aqui, nota-se o valor do processo individual, seguido do processo em dupla, para posterior processo coletivo. A cada nova fase, as camadas de aprendizagem se reforçam e somam-se.

 

FASE 5: O debate é fundamental. Aqui, cada dupla pode contar com o feedback de toda a turma, permitindo novas reflexões ou mesmos as necessidades de eventuais ajustes. Não é um momento fácil, há certa dificuldade em se aplicar a crítica construtiva para lapidar, melhorar ou mesmo discordar do que foi apresentado.

 

FASE 6: No tema “avaliação” foi importante ver que a autoavaliação foi proposta no processo, após o feedback da professora. No meu caso, o feedback da professora fez-me refletir e isso fomentou algumas escolhas na minha avaliação que talvez eu não tivesse pensado sem ler a professora.

 

Interessante notar que a atividade, em cada uma das suas fases, nos faz refletir sobre o processo de avaliação como parte integrante do processo de ensino-aprendizagem.

Imagem3.png

O processo acima descrito, na minha experiência, aconteceu num espiral ascendente, onde a cada passo o saber era reforçado em relação ao anterior, ou seja, uma nova camada era acrescida. 

Um passo de significativa colaboração foi o momento de partilha dos infográficos produzidos e o debate que se seguiu. Como registo, deixo aqui os documentos acessíveis para consulta futura. Para acessá-los, basta clicar aqui, ou na imagem abaixo. 

Imagem4.png

🧭 REGISTO DE APRENDIZAGENS RELEVANTES

🌟 Uma dica! Os insights abaixo são os que contribuem para o meu percurso. Que tal buscar os seus próprios achados de aprendizagem? Para isso, os convido a visualizar os infográficos produzidos pela turma.

Basta clicar no link acima! 

1. A importância de planear o processo avaliativo de acordo com os objetivos de aprendizagem definidos e em consonância com as metodologias e abordagens pedagógicas utilizadas. A avaliação precisa refletir o que assumimos como a nossa abordagem pedagógica. Se defendemos a autonomia, o percurso individual, o aluno no centro do processo e a aprendizagem colaborativa, a avaliação precisa trazer para si todos esses atributos.

2. O processo avaliativo passa, no momento, por profundas mudanças e necessita adequar-se às mudanças do próprio processo de ensino-aprendizagem, do qual faz parte. O desafio maior é desenvolver uma cultura de avaliação, em que ela esteja inserida, de facto, no percurso de aprendizagem. “Os textos relevam para a importância da relevância da avaliação em consonância com a mudança”(Moniz e Sacavém, 2024). 

3. Muitos desafios já foram mapeados e existem iniciativas em andamento que poderão fornecer caminhos para a almejada mudança da prática no Ensino Superior. Destaco aqui os que mais me chamam a atenção: (1) os métodos tradicionais, amplamente utilizados, não promovem necessariamente um aprendizado profundo e duradouro; (2) dar ênfase na aquisição de novas competências e não na simples aprovação; (3) posicionamento da Instituição, que ainda se utiliza das avaliações sumativas como prestação de contas à sociedade. 

4. Como próximos passos, o foco deverá ser na busca da relevância e eficácia na avaliação educacional. Destaco aqui as sete propostas para a reforma da avaliação no ensino superior, detalhadas em Boud (2020) e nos infográficos apresentados abaixo: (1) flexibilidade metodológica; (2) ênfase no feedback formativo; (3) avaliação autêntica; (4) avaliação por competência; (5) transparência e responsabilidade: (6) avaliação inclusiva; (7) avaliação como processo contínuo. Essas propostas ainda continuam válidas neste caminho de investigação. 

“Autores como David Boud (2020) têm destacado a necessidade de uma abordagem mais holística e centrada no aluno para a avaliação educacional. Boud argumenta que a avaliação não deve apenas focar em medir o desempenho dos alunos em testes e exames, mas também deve se concentrar em promover a aprendizagem significativa e a aquisição de habilidades relevantes para a vida.” (Pinto, T. 2024)

Vale o registo de Sternberg (2004) sobre a necessidade de fortalecer o papel do docente como mentor e facilitador, além do incentivador do sentimento de pertença: (1) criar um ambiente acolhedor e positivo; (2) promover a interação entre os alunos; (3) valorizar a diversidade; (4) reconhecer e celebrar o sucesso dos alunos e (5) reforçar os ganhos da aprendizagem na vida pessoal e profissional do aluno.  

5. Destaco aqui o fato do aluno ser considerado um ator ativo no processo de avaliação, algo ainda novo, mas fundamental. Eles precisam desenvolver o seu próprio julgamento avaliativo, sendo o docente um incentivador e formador dessa postura. O aluno pode, por exemplo, estabelecer os seus próprios objetivos, os seus critérios de avaliação ou mesmo fazer a sua autoavaliação, ou a avaliação entre pares. Todas essas iniciativas combinadas ou não podem reforçar a centralidade do aluno no processo. 

6. O feedback como um processo fundamenta também na avaliação formativa, ocorrendo DURANTE o processo de aprendizagem, para possibilitar que os ajustes possam ser feitos no percurso e não apenas após o seu fim. 

7. Vale mencionar o aspeto colaborativo no processo de avaliação, que pode ser manifesto via trabalhos de equipa e avaliação entre pares. Já temos indicadores relevantes da eficácia e eficiência da aprendizagem colaborativa. Se a avaliação faz parte do processo de aprendizagem, a colaboração também deve ser um atributo da avaliação. 

🧭 CONCEITOS RELEVANTES( e novidades no meu percurso) 

 

BOUD ( 2020) 

AVALIAÇÃO AUTÊNTICA: baseada em atividades e contextos semelhantes à vida real

 

AVALIAÇÃO BASEADA EM COMPETÊNCIAS: procura medir padrões de conhecimentos, habilidades e atitudes em relação a padrões previamento mapeados e esperados. 

AVALIAÇÃO CONTÍNUA E PERSONALIZADA: foca em acompanhar o progresso individual do aluno e adaptam métodos de acordo com necessidades individuais. 

AUTOAVALIAÇÃO REGULADA: envolve a comparação do desempenho real com o esperado, buscando melhorias. O ponto crítico é que essa avaliação é feita pelo próprio aluno, “a partir de um feedback do professor, crucial nesse processo”. Necessidade de consciência, transparência e veracidade. 

HETEROAVALIAÇÃO: praticada entre pares, busca analisar o desempenho dos colegas identificando pontos fortes e de melhoria. Destaca-se o novo ponto de vista dessa avaliação, realizada por quem está no mesmo percurso de aprendizagem. 

 🔗OUTRAS REFERÊNCIAS 

AMANTE, L.; OLIVEIRA, I.; P., Alda. Cultura da Avaliação e Contextos Digitais de Aprendizagem: o modelo PrACT. Revista Docência e Cibercultura, [S. l.], v. 1, n. 1, p. 135–150, 2017. DOI: 10.12957/redoc.2017.30912. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/re-doc/article/view/30912.  Acessado em: 3 abr. 2024.

NOTA: Sobre a cultura da avaliação em ambientes digitais vs a cultura do teste.  

Alavarse, Ocimar. (2013). Desafios da avaliação educacional: ensino e aprendizagem como objetos de avaliação para a igualdade de resultados. Cadernos Cenpec | Nova série. 3. http://dx.doi.org/10.18676/cadernoscenpec.v3i1.206

NOTA: Análise sobre caminhos de mudança na avaliação. Aborda desafios e algumas mudanças exigidas para a melhoria na avaliação 

Miguel, Kassiana & Justina, Lourdes Aparecida & Ferraz, Daniela. (2022). As gerações presentes nos estudos relacionados à avaliação da aprendizagem: questões teóricas e práticas. Amazônia: Revista de Educação em Ciências e Matemáticas. http://dx.doi.org/10.18542/amazrecm.v18i41.13543

NOTA: Apresentação das 5 gerações da avaliação 

Pimentel, Mariano (2021). Cinco Equívocos sobre Avaliação da Aprendizagem. Sociedade Brasileira de Educação. 

Pinho, I., Pedrosa, J., Leite, C., Rosa, M. J., Pinho, I., Vieira, C., & Marinho, P. (2022). Avaliação de Aprendizagens em Instituições Educativas. Fundação Calouste Gulbenkian. https://hdl.handle.net/10216/146236  

NOTA: sobre a Avaliação de Aprendizagens em Instituições Educativas, um estudo da Fundação Calouste Gulbenkian, com indicadores e experiências de monitorização e avaliação das aprendizagens.


Sternberg, R. J. (2004). The importance of belongingness in the classroom. In R. J. Sternberg & R. K. Wagner (Eds.), The psychology of classroom learning: An evidence-based approach (pp. 141-155). New York: Cambridge University Press.

NOTA: sobre o impacto do sentimento de pertença no processo de avaliação. 

examevsavaliaaçao.png
imagem 8.jpg

🤯PARA REFLETIR  

“NA PRÓXIMA DÉCADA A AVALIAÇÃO TERÁ QUE SER REPENSADA E RENOVADA” (Boud, 2010)

Imagem5.png
Imagem6.png
Imagem10.png
Imagem9.png

Fonte Infográfico João Baptista e Sandrine Araújo 

Fonte Infográfico Fernanda Mestre e Telma Pinto João Baptista e Sandrine Araújo 

Fonte Infográfico Graziella Stefanello e Pedro Lopes 

E para finalizar, nossas perguntas de investigação - PAR C, que se mantém ativas para os próximos passos do percurso. 

Imagem8.png

© 2024 por Andréa Lèbre. Criado com Wix.com

  • Instagram
  • LinkedIn
bottom of page