

O PERCURSO
FASE 1: Autoaprendizagem
Referências
MOREIRA, J. A.; HORTA, M. (2020) Educação e Ambientes Híbridos de Aprendizagem. Um processo de inovação sustentada. Revista UFG.
DOI: 10.5216/REVUFG.V20.66027
SIEMENS, G. & Tittenberger, P. (2009) Handbook of Emerging Technologies for Learning. University of Manitoba,
https://elearning.uab.pt/pluginfile.php/3436839/mod_resource/content/1/HETL_pdf.pdf
Video "Tecnologias Digitais" -SIED - Prof. José António Moreita

FASE 2: Discussão Assíncrona
Debate no fórum destinado à atividade, na Plataforma Aberta da UAB.
Pergunta mobilizadora: que pressupostos e critérios devemos usar para selecionar as plataformas e as tecnologias digitais mais adequadas para desenvolver o processo de ensino e aprendizagem?
FASE 3A: Discussão Assíncrona no Video Ant. Video: Discussion I Education
Debate da Ferramenta Video Ant, no seguinte LINK. O professor arpesenta a proposta de: Uma conversa para ser ampliada com os vossos comentários a algumas questões importantes relacionadas com o futuro da educação com as tecnologias digitais e os atores não humanos.
FASE 3B: Discussão Síncrona
OS DESTAQUES
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As tecnologias servem essencialmente para auxiliar nos processos pedagógicos, estando a serviço das abordagens pedagógicas definidas.
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Educação híbrida: estratégia dinâmica que envolve diferentes recursos tecnológicos, distintos ambientes e abordagens pedagógicas coerentes com objetivos de aprendizagem, onde as ações podem ocorrer em diferentes tempos (síncronos e assíncronos).
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Como docentes, podemos oferecer o melhor dos 2 mundos, físico e virtual, onde a presença, o envolvimento e a interatividade são elementos fundamentais ao ecossistema de ensino-aprendizagem.
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Conceito de Educação Total: interação entre diferentes ambientes, atores (AH e ANH), diferentes modalidades, abordagens pedagógicas e recursos tecnológicos aderentes à essas abordagens.
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“A interatividade é a chave para o trabalho com a virtualidade” (Silva, 2006)
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06 cenários de inovação pedagógica: criar, interagir, apresentar, investigar, partilhar e desenvolver.
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Design Pedagógico de um AVA! Competências Transversais, TICs e múltiplas formas de interação.
Observação: pontos aprofundados abaixo.
2. Tecnologias interativas da web social para a criação de AVAs
Análise, Reflexão e Síntese Pessoal
SOBRE CRITÉRIOS DE SELEÇÃO DE PLATAFORMAS E TECNOLOGIAS
mais adequadas para desenvolver o processo de ensino e aprendizagem

Nuvem de Palavras - Fórum Fase 2 - via Voyant Tools

Mapa de Conceitos - Fórum Fase 2 - via Voyant Tools
Pontos principais captados no fórum de discussão:
1. Alinhamento com os objetivos educacionais.
2. Facilidade de utilização, acessibilidade - priorizar ferramentas amigáveis e de fácil uso para docentes e alunos.
3. Integração significativa, a escolha deve promover uma aprendizagem autêntica e contextualizada.
4. Garantir a segurança e privacidade dos dados.
Os debates destacam a importância da flexibilidade e adaptabilidade das tecnologias digitais, permitindo a personalização do ensino e oferecendo múltiplas formas de interação e apresentação do conteúdo. Além disso, ressalta a necessidade de verificar a fiabilidade dos recursos disponibilizados nas plataformas de aprendizagem, enfatizando que a simples presença desses recursos não garante a qualidade do processo de ensino - aprendizagem. Na relação do uso de plataformas e tecnologias digitais com o alcance dos objetivos pedagógicos estipulados e refletidos na abordagem pedagógica definida, COERÊNCIA, CONSISTÊNCIA E RELEVÂNCIA são palavras-chave, orientadoras na criação do ambiente virtual de aprendizagem planeado para aquela ação educacional.
Outros pontos de reflexão E INSIGHTS

Na finalização do debate da turma no fórum, as reflexões acima foram as que mais me marcaram o meu percurso de aprendizagem.
Mas, além disso, o meu processo de reflexão foi bastante revelador para mim, como docente. Registo aqui algumas delas.
💡Para a adoção ocorrer de forma sustentável, segundo Moreira et al. (2020) é necessário considerar a criação de presença (física ou virtual); as tecnologias analógicas e digitais, as culturas que coexistem (pré-digital e digital) e os ambientes e espaços (físicos e virtuais). Todos esses aspetos devem fazer parte do plano de aprendizagem proposto.
😎A escolha das tecnologias, a partir da abordagem pedagógica, deve permitir o foco na aprendizagem personalizada, como orientação de boa prática dos tempos atuais, o que permite que cada aluno faça o seu percurso individualizado. Aqui, vale comentar sobre o aspeto da aprendizagem autónoma, onde o aluno cuida do seu ritmo, escolhe o lugar e caminho de aprendizagem, ao mesmo tempo que recebe apoio e orientação do professor. A escolha das tecnologias também devem considerar esse aspeto.
🔗As funcionalidades facilitadoras da colaboração e cocriação devem ser abarcadas ao plano, pois o ambiente colaborativo, onde a inteligência coletiva é criada, é fundamental ao processo de aprendizagem.

🗣️A pensar alto
Desde que iniciei a minha prática como docente, atuei em ambientes físicos e ambientes virtuais. Dei aula em ambientes tradicionais, ambientes síncronos online e também fiz design instrucional para cursos de EAD, bem como cursos baseados em vídeo aulas síncronas. Em cada um desses ambientes, uma série de recursos foram - e são - utilizados.
Assim, permito-me dizer que vivencio na prática muito do que foi discutido aqui nesse tópico da UC. Ao fazer o desenho educacional - e mesmo o desenho instrucional - os espaços permitem-nos inovar, seja com recursos analógicos ou digitais.
Na minha prática, percebo que a variedade de repertório, na forma como o conteúdo é trabalhado, é algo fundamental para o público adulto com quem eu trabalho. Mais importante do que o design escolhido, no entanto, é o quanto aquilo é útil e faz parte do seu universo. O aluno adulto, segundo um dos principais princípios da Andragogia de Knowles (1970), precisa correlacionar o seu aprendizado com a prática, com a utilidade que a aprendizagem trará para adquirir ou aprimorar competências que o auxiliem nos seus desafios profissionais.
Assim, entendo que o foco de atenção é sempre o mesmo: chegam as novas possibilidades tecnológicas e isso nos desafia a utilizá-las de maneira a tornar o processo de ensino aprendizagem cada fez mais atrativo, significativo, ativo e relevante.
CRITÉRIOS DE QUALIDADE PARA O DESIGN PEDAGÓGICO EM AMBIENTES HÍBRIDOS
1. Promover no estudante um papel ativo
2. Auxiliar o aluno a elaborar o seu próprio conhecimento a partir da interação com o professor, colegas e recursos.
3. Estimular a aprendizagem autonoma

3. Promover projetos com foco em problemas
4. Promover a exploração de novos conteúdos por meio de recursos digitais ou outras fontes.
5. Estimular a comunicação e a colaboração
Vale ressaltar o quanto desses critérios foram utilizados na nossa UC e o quanto deles também foram utilizados no trabalho final da disciplina. Aprendizagem que fica, e é exemplo, é o que levamos conosco para a vida.
SOBRE O FUTURO DA EDUCAÇÃO COM AS TECNOLOGIAS DIGITAIS
e os atores não humanos (ANH)

AQUI está o vídeo debatido pela turma no VideoAnt.
De uma forma sintética, o debate ocorreu sobre:
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a importância da integração da tecnologia na educação, destacando a necessidade de refletir sobre o papel das tecnologias digitais e dos atores não humanos (ANH) no processo educativo
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a inovação pedagógica ao considerar a convivência com ANH e a parceria entre humanos e tecnologia, com destaque à necessidade de estabelecer um diálogo entre a tecnologia e a pedagogia.
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a relevância de preparar os alunos para um mercado de trabalho em constante evolução, promovendo uma educação adaptada às exigências atuais.
Outros pontos de reflexão E INSIGHTS
🤖 Para a concretização das tendências apresentadas, a literacia em IA e plataformas digitais é algo fundamental, a docentes e alunos. E aqui não se trata de tecnologias básicas, mas sim de ambientes mais complexos, com funcionalidades que realmente atuem com funções cognitivas mais complexas. Além disso, algumas competências comportamentais também se mostram essenciais nesse cenário futuro: flexibilidade, adaptabilidade, autonomia, learning agility, criatividade, comunicação, pensamento crítico, tomada de decisão data driven, colaboração, entre outras.
😎 "Na sociedade digital é necessário trabalhar a IE (Inteligência Emocional nas suas 5 componentes - auto-consciência, auto-regulação, empatia - nos seus vários níveis, motivação e capacidade de me relacionar com os outros) para articular a IA (inteligência artificial) com a IHA (Inteligência Humana ampliada). Estas foundations skills /core skills /soft skills são transversais a todos os cidadãos e possíveis de serem trabalhadas são a preditoras de sucesso para abraçar, articular IA com IHA"
🔭 Para essa visão de futuro se tornar realidade, é necessária a participação de toda a sociedade, não apenas no sistema educativo (e todos os seus componentes). Além de criar esse futuro na área de educação, é necessária uma reforma de pensamento.
✅ Esse futuro da educação onlife, com todas as suas potencialidades, chegará. É ele que dará conta das demandas do mundo, como é papel da educação: preparar indivíduos a lidar com os desafios da atualidade. O mercado exigirá essa mudança.
🦾 O potencial da IA (ANH) mal começou a ser explorado no campo da educação. Aonde a IA - e os atores não humanos poderão atuar? Na aprendizagem personalizada, em conteúdos adaptativos, em feedbacks pessoais, na avaliação, em sistemas tutoriais inteligentes, em mentores conversacionais, além de toda a parte de suporte a dados e tomada de decisão. Isso é o que vislumbramos hoje e muito mais virá.
📌 Pontos de atenção: viés algorítmico, falta de transparência, segurança dos dados e acesso desigual à tecnologia.
🤯 Destaco mais uma vez o principal conceito que essa UC depertou-me. Educação ONLIFE. O foco é na aprendizagem pela vida, seja em que formato for. Quanto mais o deslocamento entre o físico e o digital for fluido e complementar, mais o aprendizado será efetivo e fará, de fato, a fazer parte do nosso dia a dia. Estamos a aprender o tempo todo, pela vida.
Aproveito para agradecer aos colegas que participaram nos debates e trouxeram-me tantos insights e aprendizagens: Ana Sacavem, Angelo Geito, Antonio Silva, Claudio Sousa, Fernanda Mestre, Graziela Stefanello, João Carlos Baptista, Liliane Eira, Pedro Lopes, Sandrine Araújo, Sofia Fausto, Tatiane Silva, Telma Pinto e, também ao nosso professor J. Antonio Moreira.
Sim, sou uma profissional que sempre navegou em ambientes tecnológicos, tanto com empresária, tanto como consultora ou docente.
Vista pelo mercado como uma profissional disruptiva, sempre fui uma "early adopter” no uso das novas tecnologias, e isso ocorre desde o século passado.
Mas se tem algo que eu realmente acredito é que como profissionais, seja de que área for, precisamos de repertório.
A tecnologia não é a única forma de atuar, seja em ambientes corporativos ou académicos.
Como exemplo, deixo ao lado o meu registo de estudo, aprendizagem e insights que produzi no decorrer deste módulo!
Mas, após esse processo de construção de e-portefólios, começo a repensar o processo. Acho realmente mais indicado, como proposto pelos professores, o registo ao longo da disciplina, o que não fiz aqui e sim nos meus cadernos e folhas.
O tempo é um desafio aqui. Mas, entendo ser fundamental esse registo do percurso, para que, no futuro, tudo o que gerou aprendizagem possa ser resgatado.


UMA CURIOSIDADE SOBRE O MEU PROCESSO DE APRENDIZAGEM
E também um insight sobre o uso de e-portfólios.

Outras referências para pesquisa complementar:
Bates, A. W. (2015). Teaching in a Digital Age: Guidelines for Designing Teaching and Learning. Tony Bates Associates Ltd.
Burgstahler, S. (2002). Distance Learning: Universal Design, Universal Access. AACE Review (formerly AACE Journal), 10(1), 32-61. Norfolk, VA: Association for the Advancement of Computing in Education (AACE).
Colton, S., Smith, C., & Sourdot, L. (2020). Designing a future classroom laboratory for exploring the science OF teaching and learning.
Gordon, E., Wilp, T., Oliver, E., & Pellegrino, J. L. (2019). Adapting first aid education to fragile contexts: a qualitative study. International Journal of First Aid Education, 2(2).
Hansen, D.T. The Teacher and the World: A Study of Cosmopolitanism as Education; Taylor & Francis: Abingdon, UK, 2017.
Moran, J.M. (2015). Mudando a educação com metodologias ativas. In: Souza, C.A. (Org.), Metodologias Ativas para uma Educação Inovadora: Uma Abordagem Teórico-Prática. Coleção Mídias Contemporâneas. Convergências Midiáticas, Educação e Cidadania: aproximações jovens. Vol. II.
Moreira, J. A., Henriques, S., Barros, D., Goulão, F., & Caeiro, D. (2020). Educação Digital em Rede: Princípios para o Design Pedagógico em Tempos de Pandemia. Coleção Educação a Distância e eLearning. Edições Universidade Aberta.
Moreira, J. A., & Horta, M. J. (2020). Educação e ambientes híbridos de aprendizagem: um processo de inovação sustentada. Revista Ufg, 20.
Siemens, G., & Tittenberger, P. (2009). Handbook of emerging technologies for learning (p. 65). Canada: University of Manitoba.